Arquivo da tag: funk de raiz

Liberta o Pancadão – O Manual de Direitos do MC

Dia 19/12/2009 – lançamento da cartilha de direitos autorais do MC

Vai ter festa!!! É o nascimento de mais um fruto da parceria entre Movimento Direito Para Quem, Revista Virus Planetário e Associação dos Profissionais e Amigos do Funk!



A Cartilha “Liberta o Pancadão – O Manual de Direitos do MC”, que conscientiza o trabalhador do funk quanto a seus Direitos Autorais, vai ser lançada no sábado, dia 19/12/2009, a partir das 12h, em uma festa da APAFunk. O local para um evento de defesa de direitos não poderia ser mais apropriado: o Centro de Cultura Popular Mariana Criola, na brava ocupação Manoel Congo, no centro da cidade (endereço abaixo).

Esperamos todos lá! A entrada é franca e haverá comes e bebes a preços populares!

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Festa Funk de Raiz no dia da consciência negra

No dia da consciência negra, esta sexta-feira, dia 20 de novembro, ocorre a primeira edição da festa funk de raiz! Não fique de fora! * Organizada pela APAFunk (Associação dos Profissionais e Amigos do Funk), movimento que vem lutando pelos direitos dos funkeiros, a festa arrecadará verbas para financiar a cartilha da APAFunk de conscientização dos direitos dos trabalhadores do funk.

Compra de Ingressos na hora (possibilidade de esgotar) ou antecipado através de contato pelo e-mail:
festafunkderaiz@gmail.com
R$20,00 – inteira
R$10,00 – estudantes

Siga o twitter : http://www.twitter.com/festafunkderaiz e concorra a promoções.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Cada um no seu quadrado. Ou seria cada um no seu círculo?

Por Caio Amorim da revista Vírus Planetário (clique aqui para conhecer a revista)

Charge+CabralHitler

“Comunidade que vive à vontade com mais liberdade tem mais pra colher. Pois alguns caminhos pra felicidade são paz, cultura e lazer. Comunidade que vive acuada, tomando porrada de todos os lados, fica mais longe da tal esperança, os menores vão crescendo todo revoltados. Não se combate crime organizado mandando blindado pra beco e viela, pois só vai gerar mais ira para aqueles que moram dentro da favela. Sou favelado e exijo respeito, são só meus direitos que eu peço aqui. Pé na porta sem mandado tem que ser condenado, não pode existir.(…) Mãe sem emprego, filho sem escola é o ciclo que rola naquele lugar. São milhares de história que no fim são as mesmas, podem reparar. Sinceramente, eu não tenho a saída de como devia tal ciclo parar. (…)o futuro da favela depende do fruto que tu for plantar. Tá tudo errado, errado e difícil explicar, mas do jeito que a coisa está indo já passou da hora do bicho pegar. (…) Tem gente plantando o mal, querendo colher o bem.” Tá tudo errado, por Mc Júnior e Leonardo.


O funk de Mc Junior e Leonardo (no vídeo acima Mc Leonardo canta a capela na audiência pública pelo funk do dia 26 de agosto na ALERJ) é a mais perfeita explicação para compreendermos as causas dos episódios de violência ocorridos no Rio de Janeiro. A música serviria para explicar não só os episódios violentos desencadeados pela queda do helicóptero da PM no morro dos Macacos , como tudo o que está errado no círculo vicioso da segurança pública desde meados da década de 80. (“Desde a queda do helicóptero da PM, em 19 dias, houve mais de 40 mortes em um período de intensificação da rotina de operações policiais realizadas em favelas” – clique aqui e confira reportagem de Paula Máiran sobre manifestação dos movimentos sociais contra o “revide” da segurança pública). Círculo que, acelerado nos últimos anos, vem atingindo seu auge no governo Cabral no tocante ao desrepeito do cidadão favelado, tratado como inimigo público pelo secretário estadual de segurança pública, José Mariano Beltrame. Entretanto, pouquíssimas pessoas conhecem essa música, principalmente se comparado com o número de indivíduos influenciados pela mídia de direita.

charge+PMO problema da segurança pública de extermínio ao povo pobre, negro e favelado está intimamente ligado à opinião pública e quais são os valores transmitidos por toda forma de mídia hegemônica, seja no jornalismo, publicidade e cinema. A maioria esmagadora da classe média e alta – que é ouvida e respeitada pelo poder público no Brasil – aprova com louvor a repressão às favelas como se fosse um território inimigo. A disputa por uma política de segurança pública que trate todos de maneira equivalente deve ser feita principalmente pela construção de uma mídia alternativa. Enquanto só tivermos Balanços gerais, RjTv’s, Meia-horas e Willians Wacks influenciando a opinião das pessoas, dificilmente teremos poder de pressão para mudar não só o que de há errado na política de segurança pública, como tudo que é injusto nesse mundo.

Mc Junior e Leonardo, no funk “Tá tudo errado” abordam o círculo vicioso alimentado pelas elites contra o povo. Ao mesmo tempo em que escrevemos este texto, uma propaganda do Bradesco passa na televisão. O narrador fala de pessoas que, quando se movimentam pra fazer seu sonho acontecer, ativam uma cadeia de outros sonhos em um poderoso elo invisível. O vídeo conta a história de um dono de tijolaria que, ao realizar seu sonho de montar uma empresa (e enriquecer), realiza o sonho da casa própria de um casal de classe média baixa que conseguiu a habitação pelo financiamento do Bradesco. Algo como um lindo círculo virtuoso, cujos elos foram construídos pelo banco, que realiza um mundo melhor a cada dia. Poético né? Os lucros milionários dos acionistas do Bradesco, sabiamente, são ocultados.

charge+BOPEEnquanto tivermos em todas as formas de comunicação (jornalismo, publicidade, cinema, música…) mensagens ludibriosas, como a da propaganda do Bradesco, ou que fomentem preconceitos contra pobres, negros, favelados, homosexuais, mulheres, será muito difícil convencer as pessoas de que só há ricos porque há pobres e de que todas as injustiças do mundo devem ser combatidas. Enquanto o herói do filme for o capitão Nascimento, o policial que der o tiro de misericórdia em criminosos ou inocentes será aclamado pela opinião pública. E o círculo vicioso alimentados pelas elites para os pobres continuará esbarrando no círculo virtuoso – supostamente blindado – das elites.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Manifestação pela liberdade cultural no Santa Marta é proibida

Por Claudia DuarchaFunk de raiz

msanta_martaÉ lamentável, que nos tempos atuais ainda haja pessoas com visão tão limitadas e preconceituosas em relação ao funk e as culturas populares. A APAFUNK não tem a pretensão de ser perfeita, mas não sou cega para deixar de reconhecer que o trabalho da associação é bem feito e importante.

Isso já foi atestado nas parcerias, nas reportagens, nas indicações e recomendações feitas por outros sites e blogs sobre a mesma.

Nem todas as pessoas que entram em contato com a APAFUNK concordam com o que está escrito, o que gera discussões saudáveis. Não somos donos da razão e é por isso que gostamos de trocar idéias com outros que tenham inteligência para expor suas opiniões. Quem não sabe se expressar como as pessoas civilizadas fazem, não é problema nosso e não são o nosso público-alvo!

Alguém aqui conhce quais são os reais objetivos da APAFUNK? O que ela vem fazendo nas comunidades? Não opine, se a resposta for NÃO!

Opinião sem conhcecimento de causa é pré-conceito!

O Globo bloqueou a cópia da matéria, então por favor entrem no link abaixo, vejam as barbaridades que estão escritas nos comentários e quem puder, dê sua opinião também. Seja construtivo ao fazer isso, baixar o nível igual a muitas ali, não é solução.

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/06/27/policia-militar-proibe-roda-de-funk-em-favela-provoca-polemica-756556996.asp


Sobre a proibição da manifestação, os organizadores do evento declararam:

Roda de funk prevista para a tarde deste domingo (28/6) no Morro Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, foi proibida pelo comando do batalhão de Polícia Militar da área. A manifestação político-cultural foi organizada pela Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk) e pelo movimento Visão da Favela, como atividade da campanha Funk é Cultura, em defesa da liberdade de expressão cultural, pelo direito dos artistas populares ao trabalho, contra o preconceito e a criminalização do funk e da cultura popular.

Sob o lema Paz sem voz é medo, o ato previa uma apresentação teatral, graffite e apresentação de rappers e funkeiros com letras de resgate do funk de raiz, de compromisso social. A Apafunk nasceu da união de MCs e DJs para buscar, por meio das rodas, a conscientização da sociedade em relação ao fato de que nem toda letra de funk contém pornografia ou apologia ao crime.

Ao longo de um ano de luta, artistas de outras vertentes culturais populares se articularam com o movimento na promoção de debates e rodas de funk pela cidade. Em um contexto de repressão rotineira ao funk, pela primeira vez a Polícia Militar proíbe uma manifestação da campanha. No Santa Marta, alguns agentes culturais têm enfrentado dificuldades na realização de eventos artísticos, assim como em outros locais do Rio sob modelo de policiamento semelhante — como na Cidade de Deus, na Zona Oeste, e no Morro da Babilônia/ Chapéu Mangueira, na Zona Sul.

Os organizadores da manifestação vão continuar cobrando das autoridades públicas o direito à livre manifestação e à expressão cultural das comunidades.

Texto: Organizadores do evento

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Funk em exposição na UNIRIO

Participações especiais: MC’s Amilcka, Chocolate, Jr., Leonardo, Tiana, Markinho, Teto, Julinho Santa Cruz, Mano Teko, Lú di Paula e Tojão (Espião Schock de Monstro). Fonte: http://www.funkderaiz.com.br Clique aqui para ver as fotos

Mc Tiana e painel da exposição

Mc Tiana e painel da exposição

Foi inaugurada hoje a exposição “É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado”, realizada pelos estudantes do Curso de Museologia da UNIRIO.

A exposição conta com fotos, músicas, vídeos, objetos e textos que marcaram a história do funk. Os organizadores fizeram um belíssimo trabalho!

Alguns integrantes do Movimento Funk é Cultura e APAFUNK compareceram e uma Roda de Funk foi organizada. MC’s se apresentaram levando funk e informação à todos presentes.

A Exposição ficará até o dia 26/06, segunda à sexta de 10h às 20h.

Local: Espaço expositivo da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, no Centro de Ciências Humanas – CCH. Av. Pasteur, 458. URCA – Rio de Janeiro – RJ

Vale a pena conferir!

Clique aqui para ver o site da exposição

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Roda de Funk na Cidade de Deus

texto por Claudia Duarcha do site Funk de Raiz. Confira as fotos do evento no site : www.funkderaiz.com.br

O processo de ocupação na Cidade de Deus, começou em Novembro/2008, na época as manchetes noticiavam:

“PM pretende dar um choque de ordem na favela. A ação tem como objetivo acabar com sete pontos de venda de drogas, além de coibir o sinal pirata de TV por assinatura e a venda ilegal de botijões de gás”.

De lá para cá muita coisa aconteceu, outros objetivos foram implantados e os moradores têm passado por todos os tipos de situações.

CDD, um dos maiores celeiros musicais do Rio de Janeiro vive hoje um momento de grande tristeza. Seus profissionais tem enfrentado represálias, não conseguem trabalhar e até segunda ordem, o Funk está PROIBIDO na comunidade.

Lutando pelos direitos destes profissionais, a APAFUNK tem feito um trabalho cuidadoso de conscientização e informação diante do cenário atual do funk. O senso crítico dos seus componentes é de grande valia, em seus debates e eventos, é divulgada a lei que reconhece o funk como cultura, a importância do funk dentro das comunidades como meio de comunicação, informação e transformação, além de criar espaços alternativos a todos os profissionais que não conseguem divulgar seus trabalhos e ficam a margem do movimento, por não se enquadrarem ao “perfil” imposto pela mídia.

Em quase 1 ano de existência, a APAFUNK vem colecionando muitas vitórias e a Cidade de Deus, hoje, faz parte desta realidade. Diante da criminalização e proibição do funk, os integrantes ocuparam a Rua GG, levando muita informação e entretenimento a todos os moradores dos Apês e policiais presentes. Para seus fundadores, este foi um MARCO na história da associação.

Eu, Claudia, saí de lá com uma certeza: “O trabalho é árduo, mas muito gratificante, tendo em vista que atitudes mobilizadoras e pro ativas serão justamente o que sustentará a transformação e trarão resultados compensadores ao movimento. É possível MUDAR o impossível, quando o coletivo está acima do individual”.

Encontro você na próxima Roda de Funk, lá no Morro Santa Marta!.

Agradecimentos especiais: Fran, Fu da Bacardi, Bonde do Vinho, Jr, Leonardo, Markinhos, Beto, Tiana, Pingo, Liano, Zeu, Mano Teko, Lasca, Vinícius, Wandinho, Piri, Tojão, Orlando Zaccone, Adriana Facina e Guilherme Pimentel.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized