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Liberta o Pancadão – O Manual de Direitos do MC

Dia 19/12/2009 – lançamento da cartilha de direitos autorais do MC

Vai ter festa!!! É o nascimento de mais um fruto da parceria entre Movimento Direito Para Quem, Revista Virus Planetário e Associação dos Profissionais e Amigos do Funk!



A Cartilha “Liberta o Pancadão – O Manual de Direitos do MC”, que conscientiza o trabalhador do funk quanto a seus Direitos Autorais, vai ser lançada no sábado, dia 19/12/2009, a partir das 12h, em uma festa da APAFunk. O local para um evento de defesa de direitos não poderia ser mais apropriado: o Centro de Cultura Popular Mariana Criola, na brava ocupação Manoel Congo, no centro da cidade (endereço abaixo).

Esperamos todos lá! A entrada é franca e haverá comes e bebes a preços populares!

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Festa Funk de Raiz no dia da consciência negra

No dia da consciência negra, esta sexta-feira, dia 20 de novembro, ocorre a primeira edição da festa funk de raiz! Não fique de fora! * Organizada pela APAFunk (Associação dos Profissionais e Amigos do Funk), movimento que vem lutando pelos direitos dos funkeiros, a festa arrecadará verbas para financiar a cartilha da APAFunk de conscientização dos direitos dos trabalhadores do funk.

Compra de Ingressos na hora (possibilidade de esgotar) ou antecipado através de contato pelo e-mail:
festafunkderaiz@gmail.com
R$20,00 – inteira
R$10,00 – estudantes

Siga o twitter : http://www.twitter.com/festafunkderaiz e concorra a promoções.

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União: temos que continuar acreditando nela!

Panfleto VOTACAO alerj INTERNET

Na última terça-feira, 25 de agosto, o Funk pôde mostrar a força que tem, levando ao plenário legislativo do Rio de Janeiro um número bastante significativo pra uma audiência pública: cerca de 600 pessoas compareceram na ALERJ às 10 horas da manhã pra acompanhar esse momento histórico.

O Funk conseguiu unir, no mesmo dia e hora, não só os trabalhadores como os empresários do Funk, movimentos sociais e estudantis, partidos de direita e de esquerda, além de Executivo e Legislativo.

Agora, na próxima terça-feira, 1º de setembro, serão votados dois projetos de lei que defendemos. Um projeto pretende revogar a lei 5265, que dificulta a realização dos bailes no Rio de janeiro. O outro é uma lei que faz com que o Estado reconheça o Funk como movimento cultural.

Temos vários motivos para acreditar que uma verdadeira multidão se aproximará da AJERJ pra acompanhar em clima de copa do mundo esse momento importante pra cultura carioca. Dessa vez o horário da votação vai ajudar bastante: 18h30. E um pouco antes, às 16h30, vamos fazer uma RODA DE FUNK na escadaria da ALERJ, que vai ajudar a divulgar a audiência pra quem estiver passando.

Agora eu vou dar mais um motivo para todos que ainda não se decidiram, ai vai:

GRANDE BAILE DA VITÓRIA NO CIRCO VOADOR, TOTALMENTE GRATIS!

É isso mesmo, assim que estiver acabada a votação faremos uma grande marcha em direção à Lapa, pra comemorar em um único ambiente.

É esse espírito de união que temos que preservar, pois é ele que irá nos dar força pra exigir que os direitos que conquistamos sejam respeitados.

Então, pra finalizar, vamos reforçar dia e hora:

DIA 01/09/09, TERÇA-FEIRA, GRANDE CONCENTRAÇÂO NA ESCADARIA DA ALERJ APARTIR DÀS 16H.

PALACIO TIRADENTES, NA PRAÇA 15, EM FRENTE AO EDIFICIO GARAGEM.

MC LEONARDO

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Roda de funk no Santa Marta – “Paz sem voz não é paz. É medo!”

SANTA MART

Caros companheiros e companheiras,

No dia 28/06 (domingo), a partir de 16 horas, será realizada uma tarde de atividades culturais no morro Santa Marta. O intuito é chamar atenção para a proibição das manifestações de cultura popular, impossibilitadas de acontecer desde o início da ocupação do morro pela polícia.

Além da Roda de Funk realizada pela APAFUNK com varios MC´s, haverá oficina livre de Grafitti, apresentação de hip-hop e, fechando com chave de ouro, intervenções teatrais apresentadas pela Cia Marginal da Maré.

A atividade será na Praça do Cantão.

Aguardamos a presença de todos e todas!

Texto: Isabel Mansur

Acesse: http://www.redecontraviolencia.org/Home

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RADIO MUDA, MUDA?!

Por Mc Leonardo

sao-paulo-nov-2008-campus-unicamp-133 Em Novembro de 2008, fui convidado por Adriana Carvalho Lopes (doutoranda em Lingüística) para participar do PRIMEIRO ENCONTRO NACIONAL DE LINGUAGEM E IDENTIDADE na UNICAMP. Adorei tudo: a viagem, a Universidade, os debates, os debatedores e, no final, até dei um canja pra galera.

Na seqüência fui me misturar com os alunos e professores que ali estavam. Começamos a trocar idéias sobre a importância de se respeitar a pluralidade das linguagens. Naquele momento, eu defendia o movimento Funk, que apesar de estar em todos os cantos deste País, não tem a sua linguagem devidamente respeitada!

Fui interrompido por alguns alunos que me fizeram o convite de continuar o papo em uma rádio. Eu perguntei se era longe, pois eu iria visitar uma comunidade ali perto (maravilhosa, diga-se de passagem) e eles me disseram que tal rádio estava na nossa frente, dentro do campus.

Mais alguns passos e fiz outra pergunta: “Vocês avisaram pra alguém da rádio que iremos visitá-la?” E obtive a resposta de algum deles: “Nós somos a rádio e, dentro de alguns minutos, você irá comandar a RÁDIO MUDA o tempo que você quiser!”

Entrei na rádio dei boa noite aos ouvintes e continuamos o papo que estávamos tendo lá fora. Cantei e tive tempo de explicar minhas letras e minha batalha por um Funk que fale de maneira mais compromissada com os problemas das favelas.

A “extrema democracia” da RÁDIO MUDA só se exerce porque ela é totalmente descomprometida com os grandes lucros, com os interesses políticos neoliberais e com a intolerância religiosa, que, diga-se de passagem, são os pilares da maior parte dos meios de comunicação oficial. A RÁDIO MUDA É DE TODOS!!!

Saí daquela rádio com mais uma pergunta na mente: “Porque não se tem mais RÁDIO MUDA por aí?” Estamos em quase todos os meios de comunicação sem poder exercer nosso direito de expressão e de audição. O método de fazer programação da RADIO MUDA é difícil no mundo capitalista em que vivemos, por isso é que o governo tinha que regularizar esse tipo de comunicação.

Essa semana, recebi a informação que a Policia Federal arrombou a rádio e levou todos os equipamentos de lá. Lamentável, mas esperado, já que vivemos em um País que, há mais de um século, é comandado pelos mesmos donos de veículos de comunicação.

Resista RÁDIO MUDA, e conte comigo pro que der e vier, liberdade de expressão já!


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Desde que o Funk é Funk é assim…

Por Leonardo Pereira Mota (M . C . Leonardo )


No dia 10 de janeiro, sábado, o Circo Voador (casa de show do Rio de Janeiro localizada na Lapa) foi vítima de mais um ato de perseguição cultural por forças policiais e políticas de nossa cidade.

Ainda está em vigor uma lei que praticamente impossibilita a realização de bailes Funk em no Rio de Janeiro. Esta lei é de autoria do ex-Capitão da Polícia Militar, ex-Chefe da Polícia Civil de nosso estado, ex-Deputado estadual e atual encarcerado em Bangu 8, o Sr. Álvaro Lins.

Nos últimos meses tenho tentado de tudo para fazer com que esse absurdo tenha um basta. Fui, como presidente de uma associação de trabalhadores (APAFUNK), aos gabinetes de alguns deputados na ALERJ e saí de lá com a absoluta certeza de que eles aprovaram uma lei sem ter noção do que estavam aprovando. Milhares de pais de famílias estão proibidos de trabalhar dentro da lei, já que uma coisa é regulamentar e outra é impossibilitar. Existe hoje uma proposta de modificação desta lei, feita pelo Deputado Paulo Melo, e nós estamos torcendo e nos mobilizando para que seja efetivada em breve.

Tenho certeza de que o Sr. Álvaro Lins sabia o que estava fazendo, já que ele esteve em vários segmentos de nossas polícias. Como o Funk em nosso estado sempre foi tratado como caso de policia e não de cultura, os outros deputados confiaram em sua “vasta experiência” e aprovaram o absurdo. Proibir o Funk de ser tocado no Rio é como proibir a Timbalada na Bahia ou o Forró na Paraíba, o Reggae no Maranhão e por aí vai. O Funk emprega milhares de pessoas, está em todos os cantos desta cidade (tanto nos morros como fora deles), tem que ser tratado com respeito e incentivado como qualquer outra expressão cultural popular de nosso pais. Esse tipo de atitude só faz aumentar as possibilidades de extorsão e corrupção em eventos culturais que toquem Funk.

Para o Funk, por incrível que pareça isso foi bom, porque só com uma lei que mostre o que a polícia fez e faz com o movimento Funk ao longo de mais de 30 anos é que podemos discutir o assunto em um debate muito sério envolvendo todas as partes.

Além de ser arbitrária, preconceituosa e inconstitucional, a lei está sendo mal interpretada por autoridades que se dizem querer fazê-la valer de modo absurdo. E eu vou dizer por que.

A lei do Sr. Álvaro está determinando uma participação direta da Policia Militar em eventos de bailes “tipo Funk” e exije que seus produtores peçam autorização com antecedência de 30 dias úteis, sendo que a polícia tem até 8 dias antes do evento pra autorizar ou não a sua realização.

Como é que esses produtores contratarão profissionais para um evento que eles não sabem se vai ser autorizado? Pra que serve o alvará da prefeitura? Não é ela que determina quem tem ou não condições de fazer algum tipo de evento em nossa cidade?

Mesmo que queiram fazer valer a lei, ela não proíbe o Funk de ser tocado em lugar nenhum. No caso do Circo Voador, a lei, mesmo sendo absurda, não pode ser aplicada, pois lá não é exatamente um lugar que estão usando pra fazer um baile Funk, o Funk está lá como mais um ritmo entre tantos tocados naquela casa.

Quero aqui avisar a todos os interessados que organizadores de eventos estão sendo chamados em batalhões de polícia para serem informados de que Funk não pode e nem deve ser tocado, nem mesmo em intervalos de qualquer show, sob pena de terem seus eventos embargados, e não é isso que a lei diz.

A mesma lei também cria impedimentos para a realização de festas Raves. Na sua interpretação particular, a polícia não pode ouvir musica eletrônica em lugar nenhum que diz está proibido.

A Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFUNK) está atenta sobre esse assunto e já está tomando algumas providências, como lutar pela legitimidade do Funk como cultura. E o que seria isso? Uma lei que reconheça o Funk como cultura musical de caráter popular em nosso estado. E essa luta envolve uma classe de trabalhadores e trabalhadoras de diversos setores do mercado Funk.

Não podemos ficar parados e não vamos ficar. Estamos prontos para qualquer debate, em qualquer local, com qualquer autoridade política ou policial para não só ouvir (como é de costume deles, que nos chamam em batalhões para só falarem), mas para falar “cara a cara” o que sofremos todos esses anos por sermos “agentes culturais do Funk”.

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