Manifestação pela liberdade cultural no Santa Marta é proibida

Por Claudia DuarchaFunk de raiz

msanta_martaÉ lamentável, que nos tempos atuais ainda haja pessoas com visão tão limitadas e preconceituosas em relação ao funk e as culturas populares. A APAFUNK não tem a pretensão de ser perfeita, mas não sou cega para deixar de reconhecer que o trabalho da associação é bem feito e importante.

Isso já foi atestado nas parcerias, nas reportagens, nas indicações e recomendações feitas por outros sites e blogs sobre a mesma.

Nem todas as pessoas que entram em contato com a APAFUNK concordam com o que está escrito, o que gera discussões saudáveis. Não somos donos da razão e é por isso que gostamos de trocar idéias com outros que tenham inteligência para expor suas opiniões. Quem não sabe se expressar como as pessoas civilizadas fazem, não é problema nosso e não são o nosso público-alvo!

Alguém aqui conhce quais são os reais objetivos da APAFUNK? O que ela vem fazendo nas comunidades? Não opine, se a resposta for NÃO!

Opinião sem conhcecimento de causa é pré-conceito!

O Globo bloqueou a cópia da matéria, então por favor entrem no link abaixo, vejam as barbaridades que estão escritas nos comentários e quem puder, dê sua opinião também. Seja construtivo ao fazer isso, baixar o nível igual a muitas ali, não é solução.

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/06/27/policia-militar-proibe-roda-de-funk-em-favela-provoca-polemica-756556996.asp


Sobre a proibição da manifestação, os organizadores do evento declararam:

Roda de funk prevista para a tarde deste domingo (28/6) no Morro Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, foi proibida pelo comando do batalhão de Polícia Militar da área. A manifestação político-cultural foi organizada pela Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk) e pelo movimento Visão da Favela, como atividade da campanha Funk é Cultura, em defesa da liberdade de expressão cultural, pelo direito dos artistas populares ao trabalho, contra o preconceito e a criminalização do funk e da cultura popular.

Sob o lema Paz sem voz é medo, o ato previa uma apresentação teatral, graffite e apresentação de rappers e funkeiros com letras de resgate do funk de raiz, de compromisso social. A Apafunk nasceu da união de MCs e DJs para buscar, por meio das rodas, a conscientização da sociedade em relação ao fato de que nem toda letra de funk contém pornografia ou apologia ao crime.

Ao longo de um ano de luta, artistas de outras vertentes culturais populares se articularam com o movimento na promoção de debates e rodas de funk pela cidade. Em um contexto de repressão rotineira ao funk, pela primeira vez a Polícia Militar proíbe uma manifestação da campanha. No Santa Marta, alguns agentes culturais têm enfrentado dificuldades na realização de eventos artísticos, assim como em outros locais do Rio sob modelo de policiamento semelhante — como na Cidade de Deus, na Zona Oeste, e no Morro da Babilônia/ Chapéu Mangueira, na Zona Sul.

Os organizadores da manifestação vão continuar cobrando das autoridades públicas o direito à livre manifestação e à expressão cultural das comunidades.

Texto: Organizadores do evento

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